8 Lições que podemos aprender com os santos sobre a família

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1- “Ocupemos o último lugar. Ninguém brigará convosco por causa dele.” Santa Teresinha do Menino Jesus.

Respeitando a hierarquia familiar, claro, “reinar é servir”. Não um serviço deliberadamente escravizante, que penaliza o corpo e desgasta a alma, mas um serviço repleto de amor daquele que tem como grande realização ver seu próximo, de modo bem particular seu cônjuge, caminhar em direção ao Céu.
Colocar-se à disposição, principalmente afetivamente, é trabalhar para a construção do reino de Deus ainda na terra.

2- “A dedicação é a medida do amor.” São Pedro Julião Eymard

São Pedro diz isso ao olhar para São José, em tudo dedicado à Puríssima Virgem Maria e ao Menino Deus? Sim. Mas além de sua visão sobrenatural, estava também sua condição natural: sua esposa e filho. Este homem não mediu esforços para que a vontade de Deus fosse realizada, despojando-se de todas as seguranças humanas em inúmeras situações durante sua vida, tendo em vista apenas o bem-estar e o cuidado com seu Filho e esposa.
O que mais pode evidenciar o valor dessa relação, se não o tempo e esforços que empenhamos em função dela?

3- “Deus move-se entre os tachos.” Santa Teresa de Jesus

Acrescento ao que disse a Santa Madre: move-se entre as fraldas sujas, as roupas a serem lavadas, os brinquedos pela casa, e além. Senta-se conosco naquelas mamadas de madrugada, na febre que não baixa… Precisamos apenas saber encontrá-Lo. Deus nos preparou esta família que temos, Ele permanece conosco em cada uma das situações, alegres ou dolorosas, que esta mesma família nos propicia. Ainda mais nos trabalhos que nos fazem realmente declarar nosso amor em atos.

4- “Rezar como se tudo dependesse de Deus, agir como se tudo dependesse de nós.” Santo Inácio de Loyola

As seguranças humanas nos roubam do abandono em Deus, mas dedicar-se à oração e à fé não tem que ser sinônimo de esperar que nossas conquistas e bênçãos caiam do céu, em nosso colo, embaladas para presente.
Não me lembro de haver passagem nas sagradas escrituras em que alguém tenha recebido de Deus um milagre, uma benção, sem que tivesse se esforçado para tal ou ainda, permanecesse inerte após a graça recebida. Os curados fisicamente abandonaram as macas e as esmolas, as mulheres foram ao templo louvar a Deus pelos seus filhos em seus ventres estéreis. E Moisés para sair do Egito? E os apóstolos voltando ao mar, contra todas as possibilidades de pesca?
É preciso e rezar, confiar, se entregar a Deus, mas jamais esquecer que a providência de Deus vai agir em nossas vidas através de nós, instrumentos, em vários aspectos: material, espiritual, humano e físico.

5- “Cada um de nós tem suas próprias opiniões e isso não se opõe à virtude. O que se opõe à virtude é o apego que temos às nossas opiniões.” São Francisco de Sales

O casamento é uma comunhão de pessoas e, como tal, composta por pessoas diferentes, com origens diferentes, histórias diferentes, caminhos distintos, mas que se sujeitaram a viver em profunda união, caminhar para o mesmo rumo. Isso, muitas vezes, vai exigir que abramos mão daquilo que concebemos como certeza e mais: sem perdas. Ou melhor, sem prejuízo. Por quê? Porque muito do que se perde nessas renúncias é o nosso orgulho e amor próprio, ainda que se esteja certo de possuir a verdade. A humildade nos fará maiores diante de Deus e mais valorosos como esposo ou esposa.

6- “Dai-me almas e ficai com o resto.” São João Bosco

Dom Bosco nutriu grande amor pelas crianças e jovens e por quê? Ele teve sonhos repletos de revelações sobre a perdição das almas, então lhe veio ao coração assumir como missão de vida a frase acima. Por isso precisava cuidar dessas almas. Eram seus alunos, seus “filhos espirituais” que povoariam o Céu e mais, se perderiam para sempre caso não houvesse quem os alertasse sobre os perigos desse mundo.
Que preocupação deveria ser maior que a nossa do que a salvação das almas dos nossos filhos? O que pode ser maior do que uma vida perene ao lado de Deus? Quanto do nosso dinheiro poderia pagar pela coroa da glória que nossos filhos podem receber no céu? Quantas conquistas profissionais ou bens materiais poderiam abrir a porta dos céus aos nossos filhos?
Precisamos dar a Deus crianças santas. E, sobretudo, pedir a Deus a graça de colaborar neste processo.

7- “Fazei tudo por amor. Assim não há coisas pequenas, tudo é grande. A perseverança nas pequenas coisas, por amor, é heroísmo.” São Josemaria Escrivá

Essa dispensa muitos comentários. O que move o mundo (o nosso mundo) não são as grandes batalhas, as mega-indústrias, as montanhas de dinheiro. A diferença é feita naquele colinho aconchegante da mãe que vence a madrugada amamentando ou que cozinha enquanto vigia o dever de casa do filho. Daquele pai que troca seu momento de relaxar ao chegar do trabalho para curtir aquele momentinho no fim do dia, com as crianças, antes do jantar. A diferença é feita no coração daquela filha que retribui a dedicação da mãe, recolhendo os brinquedos antes da história de dormir e o faz com alegria. Ou daquele menininho que, mesmo contrariado, dá um beijo e um abraço no irmão, pedindo desculpas pelo brinquedo roubado.
É a simplicidade que conquista espaço no coração de Deus e que dilata o coração do homem para Aquele que primeiro nos amou.

8- “Se morro, morro de amor pela Santa Igreja.” Santa Catarina de Sena

Nossa vocação não é um chamado de amor por nós mesmos. Apesar de nos sentirmos satisfeitos com nosso casamento, apesar de ter filhos também poder ser um ato de autorealização, é importante lembrar que não o fazemos por nós. Fazemos primeiro por amor a Deus. É por Ele e para Ele que deixamos nossos pais e nos unimos ao cônjuge, em sociedade, visando seus frutos: os filhos e o Céu.
Nossos filhos são o futuro da Igreja, esposa de Cristo. O futuro temporal e o futuro perene. Serão eles os padres, os bispos, irmãs e futuros pais. A permanência da Igreja do mundo depende de nós.
Nada feito por amor a Deus é perdido. Nada.

Aritgo publicado na página Mãe das Crias.

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