7 coisas que todos os santos tiveram em comum

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Quando eu estava na escola, recebi uma lição de casa, deveria pesquisar sobre o Santo que recebi o nome ou um dos meus santos favoritos. Eu sabia muito pouco sobre o meu homônimo São Timóteo, decidi ir com ele. E era o sujeito perfeito para estudar!

a) Havia pouca informação sobre ele nos meus livros escolares, o que significa que não precisaria trabalhar muito para terminar meu dever.

b) Ele era jovem e estava apaixonado por Deus, o que era algo bem legal quando você está na 6ª série em uma escola católica.

c) Ele é o santo padroeiro de algo bastante estranho… distúrbios estomacais, o que foi super divertido na apresentação. Foi algo que tirou muitas risadas de um grupo de estudantes de 12 anos.
Havia muitas piadas de indigestão… minha barriga dói até hoje (trocadilho intencional).

Desde aquela apresentação (recebi um A, por sinal), busquei a vida dos santos com grande entusiasmo durante meus dias de católico fervoroso e com admiração quando estive distante de Deus. Por isso, no mínimo, sempre os amei, mesmo quando estive longe do Deus que os apresentou a mim.

Hagiografia: (substantivo) biografia de santos ou pessoas veneradas .

O que eu descobri em meu estudo da hagiografia ao longo da vida é que todos os santos que eu conheci através da minha pesquisa, sem exceção, compartilharam 7 traços específicos:

1) Devoção Mariana

Este foi o mais surpreendente de todos os traços que encontrei em comum entre os santos. Por quê? Porque por muito tempo sempre considerei Jesus o único amigo amigo que precisávamos no céu. Por que se preocupar com sua mãe, uma mera criatura, quando você tinha uma ligação direta com o próprio Deus-homem? Cara, eu estava errado.
Acontece que o primeiro passo para compreender como viver a vida de um santo é honrar a Mãe de Nosso Senhor com intencionalidade. De fato, quanto mais os santos amavam a mais perfeita criação e fonte da graça, mais santos se tornavam. 

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2) O dinheiro não é um bem essencial

Essencialmente, toda biografia que li sobre os santos tem essa frase-chave que surge logo após a conversão: “E eles venderam todas as suas posses e viveram uma vida de simplicidade”. Os piedosos são piedosos porque não têm mais nada para se unir, apenas Deus. Eles estão separados dos desejos mundanos, o que inclui segurança financeira e até bem-estar físico. Falaremos mais sobre isso no ponto 6.

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3) Eles estudaram

Na verdade, eles perseguiram a Deus. Nem todos eles poderiam ler, então “estudar” no sentido tradicional não é necessariamente a palavra correta. Gosto da palavra por seu significado contemporâneo, mas ela precisa ser expandida. Você vê, para “estudar” não é apenas a descoberta através da leitura, é capturar a verdade de um assunto através de todas as lentes em todos os ângulos possíveis. Os santos fizeram isso independentemente de suas habilidades intelectuais. Eles vieram a conhecer a Deus através da contemplação, do silêncio e da abstração das coisas ao seu redor, na essência do seu ser.

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4) Oração

É claro que você não pode crescer até a perfeição a menos que tenha um modelo através do qual possa aprender a ser perfeito. O traço mais frutífero dessa lista, se você deseja ser um santo, é a vida de oração. Tudo na vida pode ser uma distração para a sua santidade, exceto a oração. Conversar com Nosso Senhor pode acontecer de muitas formas, e certamente é a comunicação com Deus, e com todos os santos, é o que nos torna “cercados por uma nuvem de testemunhas” (Hb 12, 1) através dos quais temos uma conexão constante com o Divino.

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5) Os sacramentos 

A melhor maneira de se ancorar no rico solo da vida divina é plantar-se através dos sacramentos. Através dos sacramentos nos é dado um sinal exterior de graça interior e, como resultado, nossas almas são nutridas, limpas e cuidadas, de modo a produzir frutos que alimentam não apenas nossas almas, mas as gerações de futuros santos vindouros. A Igreja Católica fornece esses terminais de graça salvadora a um preço ridiculamente baixo: grátis! Somos tão mimados pelo nosso Deus que nos ama.

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6) Virtude Heróica

A cruz foi um componente necessário para a história da salvação de Cristo. Sem a dificuldade de sua morte, a glória de sua ressurreição não teria valor. O mesmo aconteceu com os santos; todos tiveram que passar por imensas dificuldades, alguns até a morte de um mártir, para alcançar as alturas da santidade. Cada um enfrentou o vício e a tentação para cair no pecado ao longo da vida, mas eles solidificaram sua vontade em Deus através de uma forma de ascetismo que lhes deu força para superá-lo.

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7) Eles eram diferentes

G.K. Chesterton escreveu uma vez que, “… é o paradoxo da história que cada geração é convertida pelo santo que mais a contradiz”. Isso faz de cada Santo a bola estranha em suas comunidades. Eles eram os pioneiros, os que iam contra a corrente e faziam as coisas “do jeito deles”. Como eles já haviam acumulado os traços acima mencionados, “o caminho deles” era mais “o caminho de Deus” do que qualquer coisa de sua própria produção, pois não mais os que viveram, mas Cristo dentro deles” (Gl 2, 20).

Tornar-se um santo é a coisa mais difícil para um ser humano realizar, o que torna a coisa mais significativa que poderíamos fazer. Para aqueles que são sérios sobre sua fé, a santidade não é uma opção, nem é um desejo; é uma necessidade! E viver essas 7 características nos faria muito bem em nosso dia a dia na busca de saciar essa necessidade.

Tornar-se um santo é um processo que leva uma vida inteira para ser alcançado, mas, no final, não há nada mais digno de nossos esforços do que Deus, em quem todos os desejos de nossas almas são encontrados para a eternidade.

Publicado originalmente em TJ Burdick e traduzido e adaptado por ChurchPOP.

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