A experiência de Santa Teresa com Jesus que a fez se converter de uma vez por todas

por -
Créditos: Facebook/Reprodução

Santa Teresa D’Ávila é conhecida por ser uma grande mística e mestra de oração. A vida da santa é impressionante! Ela levitava, tinha visões sobrenaturais, espantava demônios e amou a Deus de todo coração. Mas nem sempre foi assim…

[Leia também: 4 imperdíveis conselhos de Santa Teresa D’Ávila para você]

Em sua biografia (Livro da Vida), Santa Teresa conta que por muito, mesmo já sendo monja, viveu uma vida afastada de Deus, numa grande tibieza e, muitas vezes, indiferente a Jesus.

Naquele tempo, era muito comum as irmãs passarem muito tempo nos locutórios, recebendo visitas e passando horas a conversar com as pessoas de fora. Como relembra a santa, muitas dessas conversas eram fúteis e até inadequadas.

Porém além de ser uma atividade corriqueira nos Carmelos da época e pelo fato dela estar doente e, assim, impedida de realizar algumas tarefas no convento, ela dizia para si mesma que esta era uma forma legítima de passar o seu tempo.

Mas um dia, em uma direção espiritual, seu confessor a orientou a tentar rezar mais e a passar um tempo sem participar das visitas. E foi aí que algo surpreendente aconteceu!

A experiência de Santa Teresa com Jesus flagelado que a fez se converter de uma vez por todas:

Conta-se que um dia, em oração, Santa Teresa estava a contemplar uma imagem de Jesus crucificado e flagelado. Então ela lhe disse: “Senhor, quem Vos colocou ai?”. E então, ela ouviu uma voz em seu coração que dizia: “Foram as tuas conversas no locutório que me puseram aqui, Teresa”. Ela então caiu em prantos e decidiu que não perderia mais tempo com o que não valia a pena!

Santa Teresa considera este momento como um divisor de águas na sua vida. Foi aí então que ela, de fato, decidiu-se pela conversão real e completa, de uma vez por todas. Ela resolveu não mais participar das visitas no locutório e empregar seu tempo em oração, buscando amar e se relacionar mais com Deus, ao invés dos homens.

Ela explica: “Por que não será lícito reconhecer, ver e considerar que muitas vezes costumamos falar das vaidades do mundo e agora, me concedeu o SENHOR, na vida religiosa, que eu queira falar somente DELE? É através da Oração que conversamos com DEUS. E a Oração é uma jóia que nos foi dada, e que, portanto, todos nós a possuímos e devemos usá-la por que forçosamente ela nos convida a amar. E raciocinando assim é fácil compreender, que o nosso amor a DEUS que cultivamos através da oração, se expressa e se concretiza através da nossa prece rezada com atenção, com mais amor e na humildade”.

Compreendi tudo ouvindo estas palavras: ‘Já não quero que tenhas conversações com homens, senão com Anjos’. A mim isto me causou muito espanto, porque o movimento da alma foi grande e em espírito me foram ditas estas palavras e por isso me atemorizei, embora, por outra parte, me desse grande consolo. A meu parecer, isso foi causado pela novidade. E o fato se cumpriu muito bem, pois nunca mais tenho podido construir amizades, nem ter consolação, nem amor particular, senão com as pessoas que percebo que têm DEUS e aqueles que procuram servi-LO. Se não entendo isto, é para mim uma cruz penosa tratar com alguém. Nem tenho vontade sobre isso, mesmo que sejam parentes ou amigos. Este é, sem dúvida, o meu parecer. Desde aquele dia fiquei tão fervorosa em deixar tudo por DEUS, que não foi necessário que ELE me ordenasse outra vez“.

E completa: “Vi claramente que em muitas daquelas visitas, embora eu de fato estivesse muito enferma, era a tentação do demônio que estimulava a minha frouxidão. Desde que não ando com tantos cuidados e não sou tão amimada, tenho muito mais saúde e mais disposição para compreender e ver a realidade”.

Santa Teresa D’Ávila, rogai por nós!

[Leia também: O dia que Santa Teresa contou os tijolos da capela e recebeu uma inesperada resposta de Jesus]
[Leia também: Santa Teresa D’Ávila viu um sacerdote sendo atacado por demônio durante a missa]