A tradicional Marcha pela Vida dos EUA reuniu milhares de pessoas na sexta-feira, 23 de janeiro de 2026, em Washington, D.C.

Vários palestrantes compartilharam testemunhos impactantes — entre eles, o de uma mãe de quatro filhos que reverteu a ingestão da pílula do aborto.

Sarah Hurm, ativista pró-vida e palestrante, fez um discurso de cerca de quatro minutos contando sua experiência ao descobrir que estava grávida de seu quarto filho, aos 26 anos. Ela explicou que a reação crítica do pai da criança a fez se sentir “presa e sozinha”.

“Ele disse: ‘26 anos, quatro filhos, três pais diferentes. Isso não pega bem’”, contou Hurm à multidão presente na Marcha pela Vida.

Ela disse que essas palavras a empurraram para a clínica de aborto, que não ofereceu ajuda, nem aconselhamento ou orientação.

“A única opção que me deram foi marcar um aborto e pagar por ele. Então foi o que eu fiz. Era um aborto químico.”

Durante a ultrassonografia na clínica — antes de tomar a pílula do aborto — uma funcionária disse algo que Hurm jamais esqueceu:

“Você tem sorte da lei do batimento cardíaco ainda não ter sido aprovada, porque se tivesse, não poderíamos continuar. Detectamos um batimento forte.”

No entanto, assim que tomou a pílula, Hurm se arrependeu profundamente. Ela contou que “desabou” no carro e, ao chegar em casa, não conseguia olhar para os próprios filhos sem pensar no bebê que ainda carregava.

Naquele momento, ela começou a pesquisar sobre como reverter o aborto químico e decidiu lutar pela vida do seu filho.

“Consegui reverter o aborto químico que iniciei”, disse Hurm. “Meu filho nasceu completamente saudável no dia 11 de janeiro de 2019, e continua crescendo com saúde.”
“Estou aqui para dizer que é possível reverter a pílula abortiva. A minha vida e a vida do meu filho são a prova viva disso”, continuou.
“Hoje, meu filho é uma das maiores alegrias da minha vida.”

Texto completo do testemunho de Sarah Hurm na Marcha pela Vida 2026:

“Meu nome é Sarah Hurm, e estou aqui hoje como prova viva do tema desta marcha: a vida é um dom. Eu sei disso porque vi esse dom, segurei-o nos braços e lutei por ele ao proteger e cuidar de cada um dos meus quatro filhos.
Quando descobri que estava grávida do meu quarto filho, o pai da criança disse que eu não estava pronta. Suas palavras duras e julgadoras me fizeram sentir presa e sozinha.
Ele disse: ‘26 anos, quatro filhos, três pais diferentes. Isso não pega bem.’
Essas palavras me levaram a ligar para uma clínica de aborto. Eu buscava orientação, pedi aconselhamento, mas me disseram que eles não ofereciam esse tipo de apoio. Minha única opção era agendar o aborto e pagar. Foi o que fiz: um aborto químico.
Antes de tomarem os medicamentos, durante o ultrassom, uma funcionária disse algo que nunca mais esqueci:
“Você teve sorte de a lei do batimento cardíaco ainda não ter sido aprovada. Se tivesse, não poderíamos continuar. Detectamos um batimento cardíaco forte.”
Essas palavras nos lembram que o trabalho do movimento pró-vida tem impacto real. As leis que defendemos têm um poder imenso de salvar vidas e apoiar mulheres.
Naquela clínica fria e estéril, tomei a primeira dose do protocolo de aborto químico e saí com uma sacola contendo os outros comprimidos para tomar depois.
Assim que saí da clínica, senti como se o mundo passasse do cinza escuro para o azul claro. Lá dentro, tudo parecia sem vida. Lá fora, senti vida novamente. Esse contraste entre escuridão e luz me marcou profundamente.
Imediatamente comecei a me arrepender. Chorei no carro. Tentei seguir com meu dia, mas não conseguia nem olhar para o rosto dos meus filhos sem pensar no bebê que ainda estava em mim.
Foi então que comecei a procurar ajuda. Encontrei o número da linha de reversão da pílula abortiva. Uma mulher me atendeu com uma voz acolhedora e cheia de empatia. Naquele momento, percebi que eu não estava sozinha. Eu tinha opções. Eu podia lutar pela vida do meu filho. E foi o que fiz.
Encontrei um médico e uma equipe que me ofereceram cuidado, orientação, amor e, acima de tudo, esperança – exatamente o que eu precisava. Algo muito diferente da clínica de aborto, onde fui tratada como uma simples transação.
Consegui reverter o aborto químico que havia iniciado. Meu filho nasceu completamente saudável no dia 11 de janeiro de 2019 e continua crescendo forte até hoje.
Muitas pessoas dizem que a reversão da pílula abortiva não funciona. Mas eu estou aqui para dizer que funciona. Minha vida e a vida do meu filho são prova viva disso.
Hoje, ele é uma das maiores alegrias da minha vida.
E quero que você saiba de uma coisa: salvar uma vida pode ser tão simples quanto atender uma ligação, levar uma amiga para fazer um ultrassom ou ajudá-la a escolher um bebê conforto. Você pode estar presente em pequenos momentos que, para nós, se tornam vitórias imensas.
Você tem esse poder. Seja a pessoa que leva uma mulher à esperança. Seja a razão pela qual ela descobre que não está sozinha.
E, por falar nisso: obrigada aos homens que estão aqui hoje. A voz de vocês tem peso. Nós precisamos de vocês.
Eu sou Sarah Hurm, e ao nos prepararmos para marchar hoje, convido você a se comprometer comigo: sejamos juntos a prova viva de que a vida é um dom.
Muito obrigada.”

Rezemos por todas as mulheres que consideram o aborto — que tenham a coragem de escolher a vida!

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