Católico e divorciado? Padre Zezinho diz que Igreja acolhe sem deixar de ser “exigente”

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Créditos: Divulgação/Il ragazzo

Sabemos que o matrimônio é um sacramento indissolúvel na Igreja Católica. E que apesar de hoje em dia ser comum vermos católicos muitos “divorciados” ou em “segunda união”, temos que lembrar o que a Igreja diz sobre isso.

Por isto, nesta terça-feira (6), o Padre Zezinho, scj, usou as redes sociais para fazer uma ótima reflexão sobre o assunto. Como ele mesmo destacou, a separação ocorre apenas a esfera civil, pois a “Igreja Católica é bem exigente no quesito sacramentos”. E a nós, como irmãos, “não podemos julgar” estas pessoas, vendo apenas a situação de fora.

“Cada caso é único”, continua ele. “O ex padre não pode mais presidir eucaristia e os ex cônjuges sabem que, se viverem com outra pessoa, terão normas impeditivas para quem se casou de novo. Há poucas exceções! Para isto existe o DIREITO CANÔNICO que aponta responsabilidades ou a inocência de um deles”, continua.

E pondera: “Nem sempre ambos são culpados pelo fim de relação. Às vezes apenas um dos dois realmente passou do limite e a pessoa inocente passou a correr perigo para o corpo e para a alma”.

Segundo ele, muitos acabam mudando de igreja, para um lugar onde “seriam aceitos”, mas outros, decidem continuar a viver a fé, pois “na Igreja Católica há outros valores que eles prezam”.

Por fim, o sacerdote pede que se evite tratar os irmãos que vivem nesta situação como “culpado, condenado ou sem chance”, pois este é um julgamento que cabe apenas a Deus.

A nós, cabe continuar acolhendo-os sem deixar de lado o que diz a Santa Igreja.

Confira o texto na íntegra sobre o que disse Padre Zezinho sobre os católicos que são “divorciados”:

“São milhões! Casar exige mudança de vida e parceria que só o amor consegue! E, se não é mútuo, o cônjuge vítima acaba se cansando de segurar sozinho aquela união!

Acreditaram um no outro, juraram que seria para sempre, mas em seis ou dez anos, um deles, ou os dois perderam o encanto e a admiração que nutriam. Nunca é 50% . Um deles falhou mais!

As razões são muitas, e, de fora, não podemos julgar. São muitas as decepções do coração e da mente. O fato é que, para os dois, viver juntos tornou -se difícil e até mesmo impossível.

Separaram-se e se divorciaram no civil! A Igreja Católica é bem exigente no quesito sacramentos. O ex padre não pode mais presidir eucaristia e os ex cônjuges sabem que, se viverem com outra pessoa , terão normas impeditivas para quem se casou de novo.

Há poucas exceções! Para isto existe o DIREITO CANÔNICO que aponta responsabilidades ou a inocência de um deles.

Contudo, um deles e até ambos continuaram indo à missa, mas sem comungar! Cada qual no seu lugar ou no seu outro templo. Mas ainda sentem-se católicos!

Alguns mudaram de Igreja porque, lá, muitos pastores permitem. Mas no caso deles, ambos optaram por continuar católicos porque, na Igreja Católica há outros valores que eles prezam.

Cada caso é único! A católica fervorosa que depois de oito anos não aguentou as transgressões e traições do marido; e o católico sincero que, depois de dez anos não conseguiu mais viver com as agressões e as traições da esposa, ao perceber que os encontros sexuais com ela não mais as satisfaziam. Ambos optaram por separação!

Nestes dois casos, psicólogos, e até psiquiatras e especialistas em Direito Canônico podem ajudar. Estudaram para isto!

Evitem as palavras: CULPADO, CONDENADO ou SEM CHANCE. Consultem um mestre ou doutor em ética e moral! Há grandes culpas e culpas menores ou culpas já perdoadas.

Nem sempre ambos são culpados pelo fim de relação. Às vezes apenas um dos dois realmente passou do limite e a pessoa inocente passou a correr perigo para o corpo e para a alma! Era uma relação tóxica! Sem ajuda, ninguém muda de comportamento! Pense nisto!”

Rezemos pelas famílias!

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