Um momento comovente emocionou os fiéis da Paróquia São Francisco de Assis, em Tubarão (SC), no último domingo (18). Durante a missa, o senhor Marcos — ministro extraordinário da comunhão e membro ativo da comunidade — recebeu, ainda no templo, a notícia da morte repentina de seu neto, de apenas 20 anos.
O que aconteceu em seguida tocou todos que estavam ali — e milhares que assistiram depois pela internet.
Visivelmente abalado, ele subiu os degraus do presbitério e foi ao encontro do padre Carlos Henrique, que acabava de iniciar o rito da comunhão. Sem dizer uma palavra, o senhor o abraçou fortemente — e chorou.
Naquele instante, o altar virou abrigo. O sacerdote o acolheu em silêncio, segurando sua dor, como quem segura um filho nos braços. A cena — simples, real, humana — viralizou nas redes.
“A Igreja é mãe. E mãe acolhe.”
Em entrevista ao EA Notícias, o padre Carlos contou que, naquele momento, não sabia do ocorrido. Pensou que o senhor estivesse passando mal. Mas bastou o abraço para entender que ali havia uma alma quebrada, um coração buscando consolo.
“Eu senti muito forte a presença de Deus. Foi Ele quem me deu forças para acolher aquele homem. Estamos num mundo com tanta dor... e a Igreja deve ser uma mãe acolhedora.”
Outros membros da comunidade se aproximaram e conduziram o senhor Marcos a uma sala reservada, onde ele pôde se recompor e compartilhar a notícia e a missa seguiu.
A Eucaristia continuou… mas algo já tinha acontecido
Aquele abraço não paralisou a liturgia. Mas revelou sua essência.
Ali, no momento mais sagrado da missa, um homem esmagado pela dor encontrou refúgio nos braços de um padre — que, por sua vez, emprestou os braços do próprio Cristo. Foi mais que emoção. Foi sacramento da compaixão.
“Quanto mais religiosos somos, mais humanos precisamos ser”, completou o padre Carlos. “É assim que construímos um mundo mais fraterno: quando fazemos o bem sem olhar a quem.”
No altar onde o Céu toca a Terra, Deus chorou com um avô naquela manhã de domingo.
