"Basta colocar o pratinho e falar o nome de um santo."

Foi assim que começou um exercício simples de fisioterapia que acabou emocionando milhares de pessoas nas redes sociais.

O vídeo foi publicado pelo fisioterapeuta Dr. Caique Galvão e mostra uma senhora realizando uma atividade de estimulação cognitiva. A dinâmica consiste em encaixar peças enquanto recorda nomes de santos.

As respostas surgem rapidamente.

"Nossa Senhora Aparecida."

"Senhor Bom Jesus da Lapa."

"São José."

"Santo Antônio."

"São João."

"São Pedro."

A cada nome lembrado, o fisioterapeuta incentiva:

"Perfeito."

"Lindo."

"Parabéns."

O exercício dura poucos segundos. Mas foi suficiente para tocar muita gente.

Na legenda, Dr. Caique explica que a proposta era trabalhar memória, atenção e linguagem por meio de elementos que fazem parte da história de vida da paciente.

"A memória também pode ser treinada através de elementos que fazem parte da nossa história de vida."

O vídeo rapidamente ultrapassou o círculo da fisioterapia e começou a circular entre perfis católicos.

Muitos internautas se identificaram com a cena.

Os comentários revelam que, para milhares de pessoas, os nomes dos santos fazem parte das lembranças mais antigas e profundas da vida.

"Ela só parou porque não tinha mais pratinhos", brincou uma usuária.

Outro comentou:

"Aposto que ela deve ter santo para uma ladainha inteira."

Uma terceira pessoa escreveu:

"Pode colocar mais pratinhos que ela continua."

Entre as centenas de comentários, muitos relataram experiências parecidas com pais e avós.

"Minha avó tem Alzheimer. Muitas vezes ela esquece o que almoçou, mas não esquece as orações que aprendeu quando era criança."

Outra internauta contou:

"Minha mãe já não lembra de muita coisa, mas sabe o terço inteiro de cor."

Os relatos chamaram atenção para algo que profissionais da saúde observam com frequência.

Memórias ligadas à espiritualidade, à música, às orações e aos hábitos repetidos durante décadas costumam permanecer preservadas por muito tempo, mesmo em processos de envelhecimento.

No caso da senhora do vídeo, os nomes surgiam quase naturalmente, como se fizessem parte de uma lista guardada há muitos anos. Talvez porque realmente façam.

Para gerações inteiras de católicos, os santos sempre estiveram presentes no cotidiano: nas missas de domingo, nas procissões, nas festas dos padroeiros, nas imagens espalhadas pela casa, nas novenas rezadas em família, nas histórias contadas pelos avós.

Por isso, para muitos espectadores, o vídeo acabou mostrando mais do que um exercício de memória.

Mostrou uma fé que acompanhou uma vida inteira.

Enquanto encaixava cada peça, aquela senhora também revelava algo precioso: a fé contiinua viva dentro dela.

E milhares de pessoas reconheceram essa cena na mesma hora.

Compartilhe esta postagem