São José era jovem ou idoso? Esta explicação vai te deixar maravilhado!

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Na tradição católica, é comum vermos São José ser tratado como um homem já de idade. Há inclusive uma teoria de que ele era viúvo quando casou-se com a Virgem Maria.

Mas o que sabemos sobre a verdadeira idade do pai adotivo de Jesus? O Venerável Fulton Sheen certa vez falou sobre o assunto, e a explicação que ele deu vai te deixar boquiaberto!

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São José era jovem ou idoso? Esta explicação vai te deixar maravilhado!

“[São José] Era velho ou jovem? A maioria das estátuas e imagens que vemos hoje em dia de José o representa como um velho de barba grisalha, que tomou Maria e seu voto sob sua proteção com o mesmo desprendimento que um médico cuidaria de uma bebê em um berçário. É claro que não temos nenhuma evidência histórica sobre a idade de José. Alguns relatos apócrifos o retratam como um homem velho; Os Padres da Igreja, após o século IV, seguiram essa lenda de maneira bastante rígida…

Mas quando se busca as razões pelas quais a arte cristã deveria ter retratado José como velho, descobrimos que era para melhor salvaguardar a virgindade de Maria. De alguma forma, a suposição da senilidade era melhor protetora da virgindade do que a adolescência. A arte, portanto, inconscientemente, fez de José um esposo casto e puro pela idade, e não pela virtude. Mas isso é como presumir que a melhor maneira de mostrar que um homem nunca roubaria é imaginá-lo sem as mãos.

Mas, mais do que isso, fazer de José um idoso retrata para nós um homem que tinha pouca energia vital sobrando, ao invés de alguém que, tendo-a, usou-a por amor de Deus e para seus propósitos sagrados. Fazer José parecer puro apenas porque sua carne envelheceu é como glorificar um riacho que secou na montanha. A Igreja não ordenará ao sacerdócio um homem que não tenha seus poderes vitais. Ela quer homens que tenham algo para domar, em vez daqueles que são domesticados porque não têm energia para serem selvagens. Não deveria ser diferente com Deus.

Além disso, é razoável acreditar que Nosso Senhor preferiria, para um pai adotivo, alguém que tivesse feito um sacrifício, em vez de alguém que foi forçado a isso. Há o fato histórico adicional de que os judeus desaprovavam um casamento desproporcional entre o que Shakespeare chamou de “idade infeliz e juventude”; o Talmud admite um casamento desproporcional apenas para viúvas ou viúvos.

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Finalmente, parece dificilmente possível que Deus tivesse ligado uma jovem mãe, provavelmente com cerca de dezesseis ou dezessete anos de idade, a um homem idoso. Se Ele não hesitou em dar sua mãe a um jovem, João, aos pés da cruz, então por que Ele deveria ter dado a ela um homem velho no início? O amor de uma mulher sempre determina a maneira como um homem ama: ela é a educadora silenciosa de seus poderes viris.

Visto que Maria é o que pode ser chamado de “virginizadora” de rapazes e também de mulheres, e a maior inspiração da pureza cristã, ela não deveria logicamente ter começado inspirando e virginizando o primeiro jovem que provavelmente conheceu – José, o Justo? Não foi diminuindo seu poder de amar, mas elevando-o, que ela teria sua primeira conquista, e em seu próprio esposo, o homem que era um homem, e não um mero vigia senil!

José era provavelmente um jovem, forte, viril, atlético, bonito, casto e disciplinado. Em vez de ser um homem incapaz de amar, ele deve ter estado em chamas de amor. Assim como daríamos muito pouco crédito à Mãe Santíssima se ela tivesse feito seu voto de virgindade depois de ter sido uma solteirona por cinquenta anos, também não poderíamos dar muito crédito a um José que se tornou seu esposo porque ele era avançado em anos.

Naquela época, as meninas, como Maria, juravam amar a Deus de maneira única, assim como os rapazes, dos quais José era um dos mais proeminentes a ponto de ser chamado de “justo”. Em vez disso, então, de frutas secas para serem servidas à mesa do rei, ele era antes uma flor cheia de promessa e poder. Ele não estava na noite da vida, mas pela manhã, borbulhando de energia, força e paixão controlada. Maria e José trouxeram para o casamento não apenas seus votos de virgindade, mas também dois corações com as maiores torrentes de amor que nunca antes percorreram os seios humanos.

Maria e José ficam muito mais bonitos quando vemos em suas vidas o que pode ser chamado de o primeiro Romance Divino! Nenhum coração humano é movido pelo amor dos velhos pelos jovens; mas quem não é movido pelo amor dos jovens pelos jovens? Tanto em Maria quanto em José havia juventude, beleza e promessa. Deus ama cataratas em cascata e cachoeiras berrantes, mas as ama mais, não quando transbordam e afogam suas flores, mas quando são atreladas e freadas para iluminar uma cidade e matar a sede de uma criança. Em José e Maria não encontramos uma cachoeira controlada e um lago seco, mas dois jovens que, antes de conhecer a beleza de uma e a formosa força da outra, desejaram entregar essas coisas por Jesus. Debruçados sobre o presépio da manjedoura do Menino Jesus, então, não estão a idade e a juventude, mas a juventude e a juventude, a consagração da beleza em uma donzela e a entrega de forte formosura no homem.”

Belíssimo! O que você achou?

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Victoria Arruda é jornalista, ama filmes, livros, música, teologia, política e... pizza. Escreve sobre coisas aleatórias, pra combinar com suas preferências pessoais.