Conheça a história da primeira santa do Brasil

Créditos: Divulgação/Santuário de Santa Paulina

No dia 9 de julho celebramos a memória de Santa Madre Paulina do Coração Agonizante de Jesus, que é considerada a primeira santa do Brasil. Mas você sabe quem foi esta caridosa mulher?

Batizada como Amabile Lucia Visintainer, ela nasceu no dia 16 de dezembro de 1865 na província de Trento, na Itália, que naquela época estava dominada pela Áustria.

Mas com apenas 9 anos se mudou com a família para o Brasil, indo morar na cidade de Nova Trento, em Santa Catarina.

Depois de receber a primeira comunhão, com aproximadamente 12 anos, Amabile começou a participar ativamente da sua paróquia, ensinando catequese a crianças, visitando enfermos e até limpando a capela.

Onde tudo começou

Em julho de 1890, com a permissão de seu pai e a ajuda de uma amiga, construiu um pequeno casebre perto da igreja, onde acolheu uma mulher com câncer em estado terminal.

Foi aí que surgiu a Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, a primeira congregação religiosa feminina fundada no Brasil.

A ordem foi aprovada em agosto de 1895 pelo bispo de Curitiba, Dom José de Camargo Barros, e quatro meses depois Amabile fez seus primeiros votos religiosos, tomando para si o nome de Irmã Paulina do Coração Agonizante de Jesus.

Sua missão

Em 1903 foi eleita superiora, deixando a cidade de Nova Trento para ir para São Paulo cuidar dos órfãos, filhos de ex-escravos e idosos que também haviam sido escravos.

Mas não durou muito tempo. Em 1909 ela foi deposta do cargo pelo bispo de São Paulo, Dom Duarte Leopoldo e Silva, e enviada para cuidar dos doentes da Santa Casa e dos idosos do asilo São Vicente, sem nunca mais poder ocupar nenhum outro cargo em sua congregação.

“Viva e morra em sua congregação como súdita”, disse-lhe o bispo. E a sua resposta foi impressionante.

Ela se ajoelhou e respondeu que estava totalmente disposta a entregar a Congregação e se oferecia espontanêamente para servir nela como súdita.

E assim ela permaneceu. Foi um tempo de muita oração, trabalho e sofrimento, mas Madre Paulina tudo suportava para que a Congregação crescesse e Jesus “fosse mais conhecido, amado e adorado por todos no mundo inteiro”.

“Faça-se a vontade de Deus”

A partir de 1938, por causa da diabetes, Madre Paulina teve uma série de complicações de saúde, precisando amputar o dedo e depois o braço direito. E passou o final da sua vida cega.

Morreu em 9 de julho de 1942 e suas últimas palavras foram: “Faça-se a vontade de Deus”.

O povo da cidade natal de Madre Paulina a apelidou de “enfermeira”, e este título resume bem a sua vida de caridade e doação, principalmente em favor dos mais pobres e necessitados.

Como ela mesma dizia, ser para os outros “toda de Deus e toda dos irmãos”, assim como hoje rezam as Irmãs da sua congregação.

Ela também era conhecida por suas virtudes teologais, morais e religiosas vividas de forma “heróica”. Tinha em Jesus Eucarístico o centro da sua vida e uma terna devoção por Maria Santíssima e São José.

Madre Paulina foi beatificada pelo Papa João Paulo II em 18 de outubro de 1991, em Florianópolis e canonizada também por ele em 2002.

Assim, Santa Madre Paulina do Coração Agonizante se tornou a primeira santa do Brasil. E também a santa patrona da Diabetes.

O segundo santuário mais visitado do país

Em Nova Trento, Santa Catarina, se encontra o santuário dedicado a Santa Madre Paulina, e é o segundo mais visitado do Brasil, perdendo apenas para o Santuário de Aparecida, em São Paulo.

O local tem 33 pontos de visitação para os peregrinos, incluindo capelas, museus, mirantes, trilhas e a linda igreja principal.

Santa Madre Paulina, rogai por nós e por todo o Brasil!

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