Dica de filme: “Brooklyn” – o amor nos faz ver além

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Em tempos de epidemia de coronavírus e isolamento social, acabamos tendo mais tempo de (e até precisando) recorrer à filmes… não só para distrair a cabeça, mas para lembrar como o cinema pode nos ajudar a manter a esperança ainda que diante das adversidades. Mas com tantas opções, podemos ficar sem saber o que escolher ou até com receio de certas produções não serem tão indicadas para nós, cristãos. Por isso, na tentativa de ajudar, daremos algumas dicas de filmes para assistir em casa e compartilhar com os amigos. Hoje, o escolhido é: Brooklyn.

Sinopse: A jovem irlandesa Ellis Lacey (Saoirse Ronan) muda de sua terra natal e vai morar em Brooklyn para tentar realizar seus sonhos. No início da sua jornada nos Estados Unidos, ela sente falta de sua casa, mas ela vai tentando se ajustar aos poucos, até que conhece e se apaixona por Tony (Emory Cohen), um encanador ítalo-americano. Logo ela se encontra dividida entre dois países, entre o amor e o dever.

Como muitas vezes em nossa vida, os começos sempre são difíceis, isto é, nos adaptar a novas situações e, no caso de Ellis, a uma mudança radical de país, emprego, casa, amigos e o fato de estar longe da família, podem ser dolorosos, mas a razão das provações é justamente nos fazer amadurecer.

Para ela, tudo parecia chato e sem sentido, até a chegada de Tony em sua vida. Com ele, o que era cinza começa a ganhar cor e, pouco a pouco, um arco-íris vai se formando em seu dia a dia. Em outras palavras, o amor fez Ellis enxergar a beleza do novo tempo que ela estava vivendo onde antes ela não conseguia ver. “Todas as coisas grandes, graves e pesadas, tornam-se nada, havendo amor”, diz Santo Agostinho, resumindo um pouco a mudança de vida e a postura da jovem, se compararmos ela ao chegar no Brooklyn e algum tempo depois.

Certamente, começar a namorar não é a única nem a principal saída para, diante de uma dificuldade, ver as coisas com outro olhar, pois o amor está em tudo, não apenas nos relacionamentos afetivos. Deus, muitas vezes, coloca grandes amigos em nosso caminho, pessoas em quem podemos contar, como o padre Flood no filme, e até se utiliza de algumas situações para mostrar Sua providência. Em tudo Deus se faz presente e, no caso de Ellis, colocar alguém para ela compartilhar suas dores e alegrias foi a forma dela se encontrar consigo mesma.

Tudo ia muito bem até que Ellis precisa voltar para casa durante um tempo. De repente, a vida em sua cidade natal começa a parecer muito convidativa, muitas oportunidades surgem e acabam confundindo a cabeça da jovem. Ficar ou voltar? Aqui, fazemos um paralelo: Para nós, cristãos, não há felicidade mais plena que fazer a vontade de Deus. Mas você já tentou vivê-la? Parece que quando nos decidimos por Ele, o mundo conspira para que optemos pelas nossas próprias satisfações e não queiramos sair da nossa zona de conforto. Se não há uma verdadeira decisão por Deus, é realmente difícil não se deixar envolver.

Muitas vezes, a dúvida “entre o Brooklyn e a Irlanda” da nossa vida é aderirmos ou não à voz do Senhor. Por vezes, Ele nos dá oportunidades de sermos felizes exatamente como queremos, mas, talvez, Ele esteja querendo nos fazer felizes como nunca sonhamos em ser. Esta é a certeza que deve nos mover. Partindo ou ficando, todos somos chamados a escolher Deus. Todos os dias.

E você, já se perguntou onde fica o seu Brooklyn?!

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Victoria Arruda
Victoria Arruda é jornalista, ama filmes, livros, música, teologia, política e... pizza. Escreve sobre coisas aleatórias, pra combinar com suas preferências pessoais.