[Quarentena Dica de filme]: Um Senhor Estagiário

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Em tempos de epidemia de coronavírus e isolamento social, acabamos tendo mais tempo de (e até precisando) recorrer à filmes… não só para distrair a cabeça, mas para lembrar como o cinema pode nos ajudar a manter a esperança ainda que diante das adversidades. Mas com tantas opções, podemos ficar sem saber o que escolher ou até com receio de certas produções não serem tão indicadas para nós, cristãos. Por isso, na tentativa de ajudar, daremos algumas dicas de filmes para assistir em casa e compartilhar com os amigos. Hoje, o escolhido é: Um Senhor Estagiário. 

Sinopse:

Jules Ostin (Anne Hathaway) é a criadora de um bem-sucedido site de venda de roupas que, apesar de ter apenas 18 meses, já tem mais de duas centenas de funcionários. Ela leva uma vida bastante atarefada, devido às exigências do cargo e ao fato de gostar de manter contato com o público. Quando sua empresa inicia um projeto de contratar idosos como estagiários, em uma tentativa de colocá-los de volta à ativa, cabe a ela trabalhar com o viúvo Ben Whittaker (Robert De Niro). Aos 70 anos, Ben leva uma vida monótona e vê o estágio como uma oportunidade de se reinventar. Por mais que enfrente o inevitável choque de gerações, logo ele conquista os colegas de trabalho e se aproxima cada vez mais de Jules, que passa a vê-lo como um amigo.

“Um dos desafios que hoje este mundo nos pede é o diálogo entre os jovens e os idosos. Nós jovens precisamos escutar os idosos e nós, os idosos, precisamos escutar os jovens”. Esta fala do Papa Francisco pode resumir bem o filme, pois lembra a importância da troca de experiências entre os mais novos com os mais velhos.

Ben, com seu jeito tradicional e metódico, depois de anos de trabalho e a morte da esposa, tenta várias novas experiências que possam ajudá-lo a sair da mesmice, e vê no estágio uma oportunidade de ser útil outra vez. Jules, por sua vez, é uma jovem antenada e moderna que precisa descobrir a cada dia como gerir a empresa que nem ela sabia que iria crescer tanto em tão pouco tempo. Ou seja, eles são opostos, mas, juntos, conseguem somar muito um ao outro.

A relação de Jules e Ben trata-se, antes de qualquer coisa, de um importar-se com o outro; ele sempre atento às necessidades dela, passa a não ser mero empregado, mas um amigo e conselheiro, alguém com quem ela pode contar e confiar tarefas cada vez mais importantes, inclusive sua própria vida. Ela, por sua vez, vai ensinando-o com seu jeito próprio de jovem, mas ao mesmo tempo com grande maturidade, a olhar o mundo de uma maneira nova e criativa.

Continua ainda o Papa Francisco: “Os idosos – para vocês, jovens – não são para serem guardados no guarda-roupa, os idosos não são para serem escondidos, os idosos estão esperando um jovem que vá e os faça falar, que os faça sonhar. E vocês, jovens, necessitam receber desses homens e dessas mulheres esses sonhos, esta esperança que os faça reviver”.

É exatamente assim que esta troca acontece. Ben ainda sente que pode oferecer muito mais ao mundo do que simplesmente seu trabalho, e assim ele consegue transformar o ambiente onde está e servir de inspiração para os jovens que estão ao seu redor, virando uma referência; ao mesmo tempo, está sempre aprendendo com eles.

É um filme muito leve e divertido, que nos faz repensar nas relações entre as diferentes gerações e o quanto uma pode acrescentar à vida da outra.

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Victoria Arruda
Victoria Arruda é jornalista, ama filmes, livros, música, teologia, política e... pizza. Escreve sobre coisas aleatórias, pra combinar com suas preferências pessoais.