Chris Lewis é um artista católico americano que hoje trabalha criando obras religiosas e conteúdos visuais ligados à fé. Embora ainda não seja muito conhecido no Brasil, seu trabalho tem ganhado destaque em eventos e redes católicas nos Estados Unidos por meio do projeto Baritus Catholic.
Mas o que torna sua história realmente marcante não é apenas sua arte — é a forma como ele chegou à fé católica.
Lewis se converteu após um caminho inesperado, que começou ainda jovem e teve como peça central uma figura muito querida no mundo católico: Madre Angelica, fundadora da EWTN.
Na virada do milênio, o jovem Chris começou a namorar uma garota muito bonita que vinha de uma família do Oriente Médio bastante católica. Ele considera isso seu primeiro contato com o catolicismo.
Ele brincou com a ironia, dizendo:
“Eu não sabia nada sobre o catolicismo. E, olhando para trás, é até engraçado, porque cresci no sul da Califórnia. Havia católicos por toda parte.”
Lewis cresceu em um lar fortemente protestante, mas já se considerava ateu quando conheceu sua atual esposa.
Depois que começaram a namorar, Lewis passou a frequentar bastante a casa dela, e ele se lembra:
“Os pais dela estavam assistindo à EWTN, e eu comecei a absorver coisas sobre o catolicismo. Parecia que aquilo estava sempre passando ao fundo. Então eu pegava uma coisa aqui, outra ali, e achava interessante.
“Mas em certo momento, vi a Madre Angelica, e havia algo nela — sua fé simples, já sendo mais velha — tudo isso me lembrava meus avós, e havia algo realmente acolhedor e reconfortante nisso. Mas, claro, ela era uma freira, então eu não sabia nada sobre freiras, e achei aquilo fascinante. Era como descobrir essa freira na TV que parecia que eu já conhecia. E ela se tornou muito acessível para mim e me trouxe de volta à fé de uma maneira muito simples, calorosa e convicta.
“Isso é o que eu amava nela: ela tinha personalidade, sabe? Então dizia verdades difíceis, mas de um jeito que você simplesmente aceitava.”
Com o tempo, Lewis começou um novo trabalho em que chegava em casa por volta da uma da manhã. Ele pegava sua comida e ligava a TV na EWTN, jantando tarde enquanto era acompanhado pela Madre Angelica, que sempre estava no ar naquele horário.
Lewis explica como isso se tornou um ritual para ele:
“Eu chegava em casa, jantava, assistia à Madre Angelica, e ficava impressionado. Eu não entendia tudo completamente, mas ela sempre explicava muito bem a fé, incentivava as pessoas e era muito edificante de assistir.”
Anos depois, Lewis acabou se convertendo à fé católica e leu o livro Mother Angelica: The Remarkable Story of a Nun, Her Nerve, and a Network of Miracles, de Raymond Arroyo.
“Esse é um dos melhores livros que já li, sinceramente, e eu recomendo para todo mundo”, disse ele.
Madre Angelica e o papel que desempenhou em sua conversão ao catolicismo continuam ocupando um lugar especial no coração de Chris. Hoje, ele cria uma família com sua esposa na Geórgia e trabalha em tempo integral como artista católico.
Se você observar bem suas redes sociais, talvez consiga encontrar algumas homenagens à nossa querida Madre Angelica!
Assista abaixo à entrevista com Chris Lewis, da Baritus Catholic:
