[Filme] O Rei do Show: O valor escondido que existe em cada um de nós

Créditos: O Rei do Show/Divulgação

A ideia da nossa Crítica Católica de Filme não é analisar de forma técnica e profissional, nem só falar de boas produções, mas também comentar sobre as que não têm muito a acrescentar (ou que podem até prejudicar) a nossa fé. Não queremos oferecer respostas prontas, e sim reflexões que te ajudem a buscar a santidade até na hora da diversão! Vamos nessa?

O Rei do Show é baseado na vida e trajetória de P.T. Barnum (Hugh Jackmann), o empresário responsável por criar a concepção de circo que vemos hoje, mas, claro que tudo é contado de forma bem mais romântica e ficcional.

O início da história corre de forma super rápida, sendo basicamente uma música que narra desde a infância de Barnum até seu casamento com Charity (Michelle Williams), por quem é apaixonado desde criança.

De toda forma, P.T. Barnum é o típico cara que pensa grande, e não está ligando muito para as consequências, sentimentos ou críticas alheias, ele só quer fazer seu nome e ganhar dinheiro.

Podem ser encontrados muitos traços de egoísmo e ganância nele, que logo se misturam com um lado apaixonado pela família, que quer dar o melhor e não mede esforços para vê-la feliz. Ou seja, pode ser cada um de nós, quando reconhecemos o mal que somos capazes de fazer mas, ao mesmo tempo, trazemos no coração a aspiração pela nossa felicidade e a dos nossos.

Para sair do vermelho, o visionário cria um “museu vivo”, cheio de atrações exóticas e tipos rejeitados pela época (anão, mulher barbada, acrobatas negros, gêmeos siameses etc), conhecidos como “aberrações”. De motivo de chacota, passam a ser atração do show, o que, nesse ponto, o filme deixa um pouco a desejar, pois conhecemos os personagens muito superficialmente — alguns são meramente figurantes — e não conseguimos entender o fio condutor das apresentações que eles fazem, que são mostrados apenas em flashes.

O interessante das “aberrações”, porém, pode ser resumido pela frase de Santo Agostinho que diz “conhece-te, aceita-te, supera-te”.

O que se percebe da vida de cada um deles e de tantos outros até nossos dias, é que de tanto serem desprezados pela sociedade e até pelas próprias famílias, eles não conseguem aceitar quem são, muito menos reconhecer seu valor, mas a partir do momento que são valorizados, se assumem como um dom, passando por cima das limitações que eles próprios criaram, além de viverem uma atmosfera familiar ao se reconhecerem uns nos outros.

Uma bela história de superação e sobre a força do amor, tanto nas amizades quanto na família.

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Victoria Arruda é jornalista, ama filmes, livros, música, teologia, política e... pizza. Escreve sobre coisas aleatórias, pra combinar com suas preferências pessoais.