O que o Papa pensa sobre o marxismo em 8 frases

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Daniel Ibañez, ACI Group

É muito comum vermos o Papa Francisco sendo acusado de comungar dos ideais socialistas marxista e de usar seu pontificado para propagar esta idéia. Mas será que isso é verdade? Existe uma base sólida para pensarem assim, ou apenas existe a má vontade de interpretar corretamente as palavras do Sumo Pontíficie?

Infiltrou-se dentro da Igreja uma ideologia anti-comunista tão nefasta quanto o próprio comunismo, onde qualquer um se acha no direito de falar mal do Papa e dos ministros ordenados, distribuindo excomunhões automáticas como se fossem balinhas de São Cosme e Damião.

Lembro que não apenas o Papa Francisco foi acusado de ser um comunista infiltrado na Santa Sé, como também o Papa São João Paulo II, sofrendo inclusive um atentado de um padre por isso.

Voltando ao Papa Francisco, nós separamos algumas de suas declarações diretas e indiretas sobre o socialismo e queremos compartilhar com vocês.

1- “Nunca compartilhei a ideologia marxista, porque ela é falsa, mas conheci muitas pessoas boas que professavam o marxismo.”

2- “O Evangelho condena o culto à riqueza. O pauperismo é uma das interpretações críticas. Na Idade Média, havia muitas correntes pauperistas. São Francisco teve a genialidade de colocar o tema da pobreza no caminho evangélico. Jesus diz que não se pode servir a dois senhores, Deus e o dinheiro”.

3- “[A preocupação com o pobre] não é uma invenção do comunismo e não deve ser transformada em ideologia, como tem acontecido tantas vezes.”

4- “Alguns podem achar que é uma novidade [a Igreja cuidar dos pobres], quando, na verdade, é uma preocupação que deriva do Evangelho e que está documentada desde os primeiros séculos do cristianismo. Se eu repetisse algumas passagens das homilias dos Padres da Igreja do segundo ou do terceiro século sobre o tratamento que devemos dar aos pobres, alguns ainda me acusariam de dar uma homilia marxista!”

5- “Acima de tudo, precisamos de homens e mulheres com os braços levantados para Deus para rezar, conscientes de que “o amor e a partilha dos quais provém o desenvolvimento autêntico não são “um produto” do homem, mas “um dom que se deve pedir”.

6- “As ideologias terminam mal, não servem. Não assumem o povo, por isso pensem no século passado, em que as ideologias terminaram em ditaduras, sempre.”

7-  “Ser cristão é servir e lutar pela dignidade dos irmãos e não nossa. Todos somos chamados, por vocação cristã, a servir. Isto não quer dizer servilismo, mas promoção da pessoa humana”.

8- “Fazer teorias e ideologias, também propostas de religiosidade que retiram a Carne de Cristo, que retiram a Carne à Igreja, vão além e arruínam a comunidade, arruínam a Igreja. (…) Chegaremos a um Deus sem Cristo, um Cristo sem Igreja e a uma Igreja sem povo. Tudo neste processo de escarnecer a Igreja”.

Que Deus nos dê a graça de rezarmos mais por nosso Santo Padre.

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