O que todo católico precisa saber sobre Kamala Harris, a vice de Joe Biden

por -
Créditos: Divulgação/Internet

Recentemente, o nome do candidato à presidência dos Estados Unidos Joe Biden, está super em alta na internet. A mídia já anunciou que ele foi o vencedor da disputa mesmo sem o processo de apuração de votos ter sido encerrado oficialmente no país.

Por estar mais nos holofotes, os católicos já têm uma ideia do que esperar de Joe Biden, mas poucos conhecem as propostas e a ideologia de sua vice, Kamara Harris.

Ela foi Fiscal Geral da Califórnia entre 2013 e 2017 e atuou como senadora pelo estado de 2017 até o momento.

Aqui te apresentamos brevemente algumas de suas ideias que poderiam afetar temas como a vida, a família e a liberdade religiosa.

O que todo católico precisa saber sobre Kamala Harris:

Promotora do aborto

Como comentou o National Catholic Register, Kamala Harris tem um importante antecedente na promoção da política abortiva.

Um sinal muito preocupante para os defensores da vida é que durante o período em que esteve no Senado, Harris obteve uma pontuação de 100% de uma organização que promove o aborto nos Estados Unidos.

Kamala Harris ainda votou duas vezes contra a lei de proteção de sobreviventes de abortos nascidos vivos. Tratava-se de um projeto de lei que requeria que os médicos dedicassem a mesma atenção aos bebês que sobrevivessem a abortos que deram errado como a qualquer outro recém-nascido.

Além disso, a ex-senadora concorda com eliminar todas as restrições ao aborto, para que seja possível acabar com a vida do bebê mesmo depois de 20 semanas. Atualmente existe uma lei que proíbe isso.

Também enquanto foi Fiscal Geral da Califórnia, Harris processou dois jornalistas pró-vida do Center for Medical Progress que investigaram a Planned Parenthood, uma das maiores organizações que realizam abortos no país, sobre uma possível venda de partes de corpos de bebês abortados.

Perfil antirreligioso e pró-LGTBQ

Harris foi uma das responsáveis pela chamada “Lei de igualdade”, que acrescentaria proteções contra discriminação por orientação sexual e identidade de gênero às proteções existentes por raça, cor, nacionalidade, sexo, incapacidade e religião.

Vários críticos assinalaram que os conceitos de orientação sexual e identidade de gênero do projeto de lei são muito amplos. Isto significa que penalizariam o reconhecimento apropriado da diferença entre os sexos ou a diferença entre casais heterossexuais casadas ou outras duplas.

Além disso, ela co-escreveu um projeto de lei em 2019 que buscava enfraquecer as proteções da Lei de Restauração da Liberdade Religiosa nos Estados Unidos.

Acabar com este tipo de proteção significaria censurar a liberdade de expressão de ensinamentos chaves da Igreja Católica. Entre eles, questões de sexualidade, matrimônio e família, com a desculpa de que podem ser “ofensivas” a terceiros.

Em 2018, também no Senado, Harris atacou um juiz em plena audiência por ele ter um vínculo com os Cavaleiros de Colombo (associação fundada pelo beato Pe. Michael Givney). Ela argumentou que sua participação em uma organização católica caritativa o desqualificava para o cargo.

Rezemos pelos Estados Unidos!

Este artigo foi inspirado no texto publicado pelo National Catholic Register.

[Leia também: O que os católicos devem esperar caso Joe Biden seja eleito presidente dos EUA]
[Leia também: Padre nega comunhão para candidato a presidência dos EUA que apóia aborto]