Papa Francisco diz que um homossexual não pode ser sacerdote nem consagrado

Vatican Media

A editora “Edizioni Dehoniane” lançou na última segunda, internacionalmente, o livro entrevista “La fuerza de la vocación. La vida consagrada hoy”, fruto de um encontro de quatro horas na Casa Santa Marta, em agosto deste ano, do Papa Francisco com o missionário espanhol Fernando Prado, que é diretor editorial das “Publicaciones Claretianas”, de Madri.

Papa Francisco afirmou que não pode caminhar para o sacerdócio ou para a vida consagrada pessoas homossexuais, e disse ainda que os formadores precisam ser exigentes neste ponto.

“A questão da homossexualidade é uma questão muito séria que se deve discernir adequadamente desde o começo com os candidatos, se for o caso. Temos de ser exigentes. Em nossas sociedades, parece até mesmo que a homossexualidade está em moda e essa mentalidade, de alguma maneira, também influência na vida da Igreja, (…) É algo que me preocupa, porque talvez em um momento não se enfocou bem”, disse Papa Francisco.

O Pontífice disse ainda que “é uma realidade que não podemos negar. Na vida consagrada também não faltam casos. Um religioso me contava que, em visita canônica a uma das províncias de sua congregação, havia se surpreendido. Ele via que havia bons rapazes estudantes e que inclusive alguns religiosos já professos eram gays”, relatou.

[Leia também: A Igreja condena os homossexuais?]

Esse religioso falou para o Papa:  ‘Em suma, não é tão grave; é apenas expressão de um afeto’. Mas o Papa o advertiu dizendo-lhe: “Isso é um erro”. “Não é só expressão de um afeto. Na vida consagrada e na vida sacerdotal, este tipo de afetos não tem lugar. Por esse motivo, a Igreja recomenda que as pessoas com esta tendência radicada não sejam aceitas no ministério ou na vida consagrada. O ministério ou a vida consagrada não é seu lugar”.

Papa Francisco falou ainda para aqueles que mesmo sendo homossexuais tornaram-se sacerdotes e consagrados: “aos padres, religiosos e religiosas homossexuais, é preciso instá-los a viver integramente o celibato e, sobretudo, que sejam primorosamente responsáveis, procurando não escandalizar nunca nem suas comunidades nem o santo povo fiel de Deus vivendo uma vida dupla. É melhor que deixem o ministério ou sua vida consagrada antes do que viver uma vida dupla”.

[Leia também: O dia em que uma freira vestida de pirata converteu um homossexual]

Comentários

comentários