Vaticano quer ordenar homens casados? Saiba a verdade!

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A mídia secular está noticiando que o “Vaticano propõe que homens casados sejam padres na Amazônia”. Mas será que isso é verdade?!

Os grandes veículos estão noticiando, dando a entender, que o “Vaticano” determinou que homens casados poderão tornar-se sacerdotes na região da Amazônia.

Porém, a verdade é outra.

Primeiramente que o Vaticano não determinou nada. O que aconteceu foi a divulgação do Instrumentum Laboris para o Sínodo da Amazônia. E o que isso significa?

O que é um Instrumentum Laboris?

É o “instrumento de trabalho” usado pela Igreja durante o Sínodo dos Bispos. O Papa convoca um Sínodo e durante um período a Igreja põe-se em escuta para preparar-se melhor para o encontro dos Bispos.

Essa escuta é documentada e torna-se o instrumento de trabalho durante essa reunião episcopal.

O processo de escuta e preparação para o Sínodo Especial para a Amazônia começou em janeiro de 2018, e resultou no Instrumentum Laboris divulgado oficialmente pelo Vaticano nesta segunda, 17 de junho. O documento é fruto de um vasto processo que inclui o Documento Preparatório para o Sínodo e ampla informação coletada nas comunidades amazônicas.

Ou seja, o “Instrmentum” contém um compilado de dúvidas e sugestões das comunidades amazônicas que ajudarão os bispos no debate sobre o cuidado da casa comum e as ações pastorais naquela região do Globo.

Sendo assim, NÃO PODE SER UMA “SUGESTÃO DO VATICANO” SOBRE QUALQUER ASSUNTO. Mais uma vez a mídia tenta manipular informações sobre a Igreja.

Mas e a situação dos homens casados serem padres? O que realmente o “Instrumentum” diz?

Relembrando: a “Instrumentum Laboris”, é apenas um documento com sugestões das comunidades amazônicas para serem debatidos pelos bispos no Sínodo Especial para a Amazônia.

No documento há a sugestão de que devido a falta de sacerdotes, “pede-se que, para as áreas mais remotas da região, se estude a possibilidade da ordenação sacerdotal de pessoas idosas, de preferência indígenas, respeitadas e reconhecidas por sua comunidade, mesmo que já tenham uma família constituída e estável, com a finalidade de assegurar os Sacramentos que acompanhem e sustentem a vida cristã”.

Ou seja, pode ser que isso se torne uma realidade, pode ser que não. Mas no momento, a única coisa que existe é a sugestão de um tema para ser debatido pelos Bispos.

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