Conheça a nova brasileira que pode ser beatificada!

Créditos: Instituto Josefino

O processo de beatificação da brasileira Rosita Paiva acaba de ser autorizado pela Congregação para as Causas dos Santos! A informação foi anunciada em nota assinada pelo Dom José Antonio Aparecido Tosi, Arcebispo de Fortaleza (Ceará) nesta semana.

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A agora Serva de Deus Rosita Paiva é uma das fundadoras do Instituto Josefino, e morreu em 1991. Para a Ir. Maria Bernardete Gonçalves de Paula, superiora do Instituto, a notícia trouxe uma grande alegria para as religiosas e para todos que a conheceram.

“Para nós, representa o reconhecimento da vida de santidade daquela que é a nossa mãe espiritual e isso nos incentiva a trilhar o caminho dela”, disse ao portal ACI Digital.

A Arquidiocese de Fortaleza agora pede que quem obtiver graças alcançadas pela intercessão de Rosita comunique o padre Antonio Carlos do Nascimento, Juiz Delegado da Causa, na Cúria Metropolitana de Fortaleza.

Oração para pedir a beatificação da Serva de Deus Rosita Paiva

Pai de misericórdia, só Vós sois santo, só Vós sois o Altíssimo. A Vossa santidade manifesta-se em todos os Vossos filhos e filhas que seguem a Vossa Palavra e cumprem a Vossa vontade. Nós vos louvamos e bendizemos pelas virtudes e inúmeros dons com que agraciastes a vossa Serva Rosita Paiva: orante, amável, despojada, compassiva e misericordiosa. Humildemente vos pedimos, para vossa maior glória, dignar-vos elevar à honra dos altares essa Vossa serva que consagrou toa a sua vida ao serviço de Deus e do próximo, cheia de fé, de esperança e de caridade para com todos, especialmente para com os pobres. Concedei-nos ó Pai, por sua intercessão a graça (…) que por vossa bondade Vos pedimos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

Pai Nosso, Ave Maria e Glória ao Pai.

Quem foi Rosita Paiva?

Rosita nasceu em Lábrea, Estado do Amazonas, no dia 13 de março de 1909 e batizou-se no dia 03 de junho do mesmo ano. Crismou-se em 03 de junho de 1915 na Catedral de Fortaleza.

Eram seus pais: Alexandre Muzzio Paiva, cearense nascido em Sobral, e Virgínia Menezes Paiva, natural de Canutama, Amazonas. Rosita foi a primeira filha do casal, que teve mais uma filha Adelina (Didita).

Vitimado por uma crise cardíaca, o Sr. Alexandre veio a falecer quando Rosita tinha apenas três anos. Dona Virgínia, viúva muito nova, sentiu necessidade de vir para o Ceará, onde seria mais fácil, em meio aos parentes, a educação e instrução de suas filhas. No início do ano de 1914, chegaram a Fortaleza, hospedando-se na casa de um cunhado.

Na cidade grande, dona Virgínia tentou a vida e conseguiu empregar-se. Foi necessário internar as filhas em colégio de crianças pobres. Internou-as no Orfanato do Colégio da Imaculada Conceição. Lá nossa Rosita passou toda a sua infância, preparou­-se para a primeira Eucaristia, que fez no dia 29 de outubro de 1918.

Ao deixar o Orfanato, ingressou na Escola Normal Pedro II, hoje Instituto de Educação. Lá concluiu seus estudos, tendo recebido o diploma de professora do Estado na Capital, Fortaleza. Foi nomeada para o Grupo Escolar Santos Dumont, atualmente Escola de 1° Grau Clóvis Beviláqua.

No Grupo, Rosita teve a preocupação de dar aos seus alunos não só a instrução cristã, mas formar cristãos autênticos que viessem a ser mais tarde a honra da Pátria e da Igreja. Também atuou como catequista na Paróquia da Catedral e foi zeladora da Cruzada Eucarística, da Grinalda de Jesus Hóstia, para crianças, e das “Joanistas”, grupo de adolescentes. Segundo biografia publicada pelo Instituto Josefino, em sua catequese, Rosita “foi até os subúrbios e lá, à sombra dos cajueiros, ela falava do amor de Deus às crianças pobres e abandonadas”.

Dedicou-se à catequese de crianças e jovens na Paróquia da Catedral, sendo zeladora da Cruzada Eucarística, da Grinalda de Jesus Hóstia, para crianças, e das “Joanistas”, grupo de adolescentes. Rosita foi mais longe em sua catequese. Foi até os subúrbios e lá, à sombra dos cajueiros, ela falava do amor de Deus às crianças pobres e abandonadas.

Ao terminar os estudos, Rosita sonhara com a vida religiosa na Congregação das Visitandinas. Porém, os desígnios de Deus eram outros. Um grande e santo sacerdote apareceu em seu caminho, Mons. Luis de Carvalho Rocha, na época, Cura da Catedral Metropolitana de Fortaleza. Foi ele o orientador e pai espiritual de Rosita.

Mons. Luis acompanhou com vivo interesse a perseguição religiosa do México. O martírio do padre Miguel Pró Juarez e das catequistas Juliana Olazar e Maria de La Luz vieram despertar nele o desejo de fundar um Instituto Leigo de Jovens consagradas a Deus, que, disfarçadas em trajes seculares, pudessem dedicar-­se à Igreja, na pessoa dos sacerdotes e irmãos perseguidos, sem serem identificadas. Assim, em época de perseguição religiosa, poderiam prestar à Igreja valorosos serviços.

Estávamos no ano de 1932… Mons. Luis Rocha convocou muitas de suas dirigidas a uma reunião a fim de compartilhar seu ideal.  Rosita foi a primeira a ser convidada. Mons. Luis iniciou a formação do grupo com o qual deu muita vivência aos trabalhos da Paróquia da Sé. Porém, um certo dia, ele falou: “Quem funda Instituto Religioso é doido ou santo. Eu não sou doido, nem santo, portanto… ” E deu por encerrado o seu sonho.

Com a morte de Mons. Luis Rocha, em 11 de setembro de 1949, Rosita e suas seis companheiras que haviam perseverado com ele nos trabalhos da paróquia acharam por bem comunicar o desejo dele ao Arcebispo de Fortaleza, Dom Antônio de Almeida Lustosa.

Rosita, que liderava o grupo, a 14 de novembro de 1949, escreveu uma carta a dom Antônio, relatando tudo. Este sentiu tratar-se da vontade de Deus e então as convocou a uma reunião com ele no dia 28 de dezembro de 1949.

Rosita foi a primeira Superiora Geral, nomeada por Dom Antônio e reeleita em cinco Capítulos, sendo no último postulada. Foi também a primeira Mestra de Noviças, nomeada por Dom Antônio em 19 de março de 1953.

A turma das sete primeiras, consideradas grupo fundante do Instituto Josefino, fez um ano Canônico de noviciado e professou no dia 20 de março de 1954.

Rosita permaneceu na direção do Instituto como Superiora Geral de 29 de dezembro de 1949 a 22 de janeiro de 1988. Fundou 84 comunidades Josefinas. Ao deixar o cargo foi morar na diocese de Campo Maior – PI, onde veio a falecer no dia 19 de agosto de 1991. Seu corpo foi trazido para Fortaleza e seus restos mortais repousam na capela da nossa primeira casa, chamada Casa Mãe.

Peçamos a Deus pela sua beatificação!

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