[Filme] La La Land – Cantando Estações: o que te impede de escolher o amor?

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A ideia da nossa Crítica Católica de Filme não é analisar de forma técnica e profissional, nem só falar de boas produções, mas também comentar sobre as que não têm muito a acrescentar (ou que podem até prejudicar) a nossa fé. Não queremos oferecer respostas prontas, e sim reflexões que te ajudem a buscar a santidade até na hora da diversão! Vamos nessa?

O filme conta a história de Sebastian (Ryan Gosling), um pianista de jazz que acaba de chegar em Los Angeles, e da atriz Mia (Emma Stone), ainda no início da carreira. Eles logo se apaixonam, mas apesar do intenso relacionamento que vivem, ambos estão em busca de fama e sucesso.

Como de costume, narrativas sobre fama, cinema e artes em Hollywood mostram que a luta de quem deseja entrar para o showbiz não vem sem as grandes frustrações, fracassos e vontade de desistir. O legal é ver a mensagem de perseverança dos personagens para buscar o que se deseja, sempre com a ajuda de pessoas ao lado para apoiar e incentivar.

Afinal, nós sempre precisamos ter alguém que nos ajude a olhar para o melhor que existe em nós e superar nossos medos.

O grande problema do casal protagonista é, no entanto, que cada um está tentando seguir seu sonho enquanto o outro tenta acompanhar e estar no mesmo patamar.

Esta é a dinâmica que vai criando os altos e baixos do filme, as “estações”. Traz à tona as dificuldades de um relacionamento normal, onde cada parte quer, ao mesmo tempo, trilhar seus próprios caminhos e fazer o namoro dar certo.

Mas como conseguir isso? O Papa Francisco certa vez disse em encontro com jovens que “o verdadeiro amor leva a queimar a vida, mesmo com o risco de ficar com as mãos vazias. Pensemos em São Francisco: deixou tudo, morreu com as mãos vazias, mas com o coração cheio”.

O Santo Padre nos traz esta reflexão, de que o amor é, de fato, uma escolha! Cabe a nós escolher ou não por ele. Cabe a nós lutar ou não por ele. Namoros, casamentos e até amizades precisam da decisão diária das duas pessoas. É preciso estar sempre disposto a fazer o outro mais feliz ao invés de satisfazer os próprios egoísmos.

É um filme que fala sobre escolhas e as renúncias que elas implicam, então, ao terminar de assistí-lo, que tal se perguntar: como estou escolhendo amar quem está próximo de mim… hoje?

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Victoria Arruda
Victoria Arruda é jornalista, ama filmes, livros, música, teologia, política e... pizza. Escreve sobre coisas aleatórias, pra combinar com suas preferências pessoais.