O que a Igreja diz sobre maldições? O que você deve saber para assistir Invocação do Mal 3

Créditos: Pixabay / The Conjuring/Twitter.

Existem maldições como aparecem no filme Invocação do Mal 3? O que a Igreja diz sobre isso? Neste artigo, vamos dizer o que você deve saber se planeja ver o filme baseado no caso de Ed e Lorraine Warren.

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O filme relata o caso de Arne Chayenne, um jovem acusado de homicídio que alegou no julgamento que “o diabo me fez fazer isso”. Independentemente do caso, que teve repercussão mundial em 1981, o filme menciona que o caso de possessão demoníaca foi devido a uma maldição operada por uma bruxa.

Como todo filme, está sujeito a dramatizações e exageros que ultrapassam a realidade dos casos de possessão oficialmente registrados por exorcistas da Igreja. Mas o objetivo do artigo é tomar como ponto de partida um elemento sugerido em Invocação do Mal 3: as maldições existem?

O que a Igreja diz sobre maldições? O que você deve saber para assistir Invocação do Mal 3

A primeira coisa a esclarecer é que o conceito de “maldição” tem muitos significados, mas todos eles se referem de alguma forma a “desejar o mal”, ou seja, o oposto de benção. Nesse caso, uma maldição é entendida como algo semelhante a um ato de feitiçaria em que uma intervenção demoníaca é invocada.

A Bíblia reconhece a existência de maldições – feitiçaria – e as condena severamente.

O Catecismo da Igreja Católica nos diz que “todas as práticas de magia ou de feitiçaria, pelas quais se pretende domesticar os poderes ocultos para os pôr ao seu serviço e obter um poder sobrenatural sobre o próximo – ainda que seja para lhe obter a saúde – são gravemente contrárias à virtude de religião.

Tais práticas são ainda mais condenáveis quando acompanhadas da intenção de fazer mal a outrem ou quando recorrem à intervenção dos demônios. O uso de amuletos também é repreensível. O espiritismo implica muitas vezes práticas divinatórias ou mágicas; por isso, a Igreja adverte os fiéis para que se acautelem dele. O recurso às medicinas ditas tradicionais não legitima nem a invocação dos poderes malignos, nem a exploração da credulidade alheia”. (CIC 2117)

A palavra dos exorcistas

Tanto o padre José Antonio Fortea quanto o famoso exorcista Gabriele Amorth, já falecido, afirmam que a maldição é uma operação que se faz para prejudicar outra pessoa invocando demônios.

Segundo o padre Fortea, em sua obra Summa Daemoníaca, como a maldade humana se aplica a coisas diferentes, os feitiços também são de tipos diferentes. Existem para matar, para provocar a posse, para danificar os projetos de alguém, para fazer alguém adoecer, etc.

No entanto, isso não significa que, pelo fato de qualquer uma dessas coisas acontecer, deve-se suspeitar de um ato demoníaco (exceto na possessão, é claro). Como indica o padre, nada é causado pelo diabo até que se prove o contrário. Essa é a regra que sempre deve ser seguida nesse sentido.

O padre Gabriele Amorth, em seu livro Memórias de um Exorcista, chega a acrescentar que “também há feitiços reais, maldições reais, isto é, ‘males causados ​​pela intervenção de demônios’. São feitiços executados por bruxas reais, pessoas que fizeram um pacto com Satanás, seguidores de seu culto. Pessoas que tendem a viver com inveja, ódio e perfídia, assim como o diabo. É importante deixar tudo isso claro, porque hoje muitas pessoas, mesmo muitos padres, não acreditam na existência de feitiços”.

Os feitiços e as maldições surtem algum efeito?

Segundo o padre Fortea, a maldição tem efeito primeiro em quem a pratica, pois invoca o demônio e nada de bom pode resultar de tal ato. É muito provável que essas pessoas sejam prejudicadas por algum tipo de influência, possessão ou doença demoníaca.

Em todo caso, os sujeitos que recorrem a essas práticas para prejudicar a saúde de outros ou para que sejam possuídos, geralmente não o fazem por muito tempo, pois o castigo divino chega muito rápido. Na opinião do padre, poucas coisas atraem o castigo divino quanto a prática de azarações contra os outros.

Em relação à eficácia contra a qual é feita, depende da vontade de Deus. Devemos ter isso em mente. Nada acontece se o Senhor não permitir.

A pessoa que reza e vive na graça de Deus é protegida por Ele. Quanto mais se reza e busca levar uma vida cristã, mais protegido se está.

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