“A Igreja não pode abençoar o pecado”: Vaticano ressalta proibição de bênçãos para uniões homossexuais

Créditos: Catholic Church England/Wales, Flickr

O Escritório Doutrinal do Vaticano divulgou uma resposta sobre a bênção das uniões de pessoas do mesmo sexo.

A Congregação para a Doutrina da Fé, o Prefeito Cardeal Luis Ladaria, e o Secretário, Arcebispo Giacomo Morandi, assinaram a resposta aprovada pelo Papa Francisco.

O documento começa com a pergunta: “A Igreja dispõe do poder de abençoar as uniões de pessoas do mesmo sexo?”

“Negativamente”, responde.

Vaticano ressalta proibição de bênçãos para uniões homossexuais

“Ao gênero dos sacramentais pertencem as bênçãos, com as quais a Igreja «chama os homens a louvar a Deus, convida-os a pedir a sua proteção, exorta-os a merecer, com a santidade da vida, a sua misericórdia»”, começa a nota.

A Igreja Católica ensina que as pessoas com tendências homossexuais “devem ser aceitas com respeito, compaixão e sensibilidade”, mas que os atos homossexuais constituem “grave depravação”, são “intrinsecamente desordenados” e que “sob nenhuma circunstância podem ser aprovados”. Assim sendo, “as pessoas homossexuais são chamadas à castidade”. (CCC 2357-2359)

Uma vez que a união matrimonial deve estar em conformidade com o desígnio da criação de Deus, “é necessário – além da reta intenção daqueles que dela participam – que aquilo que é abençoado seja objetiva e positivamente ordenado a receber e a exprimir a graça”.

Não é lícito conceder uma bênção a relações, ou mesmo a parcerias estáveis, que implicam uma prática sexual fora do matrimônio (ou seja, fora da união indissolúvel de um homem e uma mulher, aberta por si à transmissão da vida), como é o caso das uniões entre pessoas do mesmo sexo”.

O documento também incentiva a castidade para aqueles com tendências homossexuais e os convida a viver em santidade. Acrescenta que os sacerdotes e as comunidades são chamados a acolher, amar e rezar por eles e com eles.

O documento lembra ainda que “Deus mesmo não deixa de abençoar cada um de seus filhos peregrinos neste mundo, porque para Ele «somos mais importantes que todos os pecados que podemos cometer»”.

Mas não abençoa nem pode abençoar o pecado: abençoa o ser humano pecador, para que reconheça que é parte de seu desígnio de amor e se deixe transformar por Ele. De fato, Ele «aceita-nos como somos, mas nunca nos deixa como somos»”.

“A declaração de ilicitude das bênçãos de uniões entre pessoas do mesmo sexo não é, e não quer ser, uma injusta discriminação, mas quer relembrar a verdade do rito litúrgico e de quanto corresponde profundamente à essência dos sacramentais, assim como a Igreja os entende”.

E termina afirmando que “por tais motivos, a Igreja não dispõe, nem pode dispor, do poder de abençoar uniões de pessoas do mesmo sexo no sentido acima indicado”.

Rezemos pelas pessoas que lidam com a atração pelo mesmo sexo!

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