Perseguição na China: bispo, padres e seminaristas são presos pelo governo

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Créditos: Luis Ángel Espinosa; Internet/Reprodução

Em mais um triste episódio da perseguição aos cristãos na China, um bispo, sete padres e 13 seminaristas foram presos pelo governo comunista na última semana por estarem realizando atividades “ilegais” e “criminosas”.

Dom Joseph Zhang Weizhu e os demais fazem parte da prefeitura apostólica de Xinxiang, que apesar de reunir mais de 100 mil fiéis, não é reconhecida pelo governo chinês. Ela existe desde 1936 e está submetida à Santa Sé, por meio da Congregação para a Evangelização dos Povos, e não à China, por isso é tida como ilegal.

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A prisão dos padres e seminaristas ocorreu na última sexta-feira (21), quando centenas de policiais cercaram o prédio de uma antiga fábrica onde funciona o seminário da Diocese. Os estudantes foram confinados e enviados de volta para suas casas, além de serem impedidos de voltar a estudar teologia. O governo também confiscou os pertences de todos os padres e seminaristas. A fábrica foi fechada e o dono foi preso.

No sábado, foi a vez do bispo de 63 anos ser levado. Sem muitas informações, o portal Asia News apenas informou que não foi a primeira vez que isso acontece com Dom Joseph.

Tais ações policiais fazem parte de uma força tarefa para cumprir o novo regulamento contra as atividades religiosas, promulgado pelo presidente Xi Jinping em novembro de 2020.

“A perseguição contra os católicos chineses leais a Roma continua, portanto, apesar da assinatura do acordo provisório entre a China e a Santa Sé sobre a nomeação de novos bispos”, contou o Asia News.

O acordo entre a Santa Sé e a China acerca da nomeação dos bispos ocorreu em 2018; na ocasião, o Vaticano readmitia à plena comunhão com Roma os bispos que haviam sido nomeados pela China, e a partir de então, o país se comprometia a cessar a perseguição aos católicos. Em outubro de 2020, a decisão foi renovada por mais dois anos.

Porém, ao contrário do que se esperava, a perseguição vem aumentando, e não diminuindo. “O acordo diz respeito apenas à nomeação de novos bispos, mas tinha a premissa de que todas as questões pendentes relativas à vida da Igreja permaneceriam em espera, para serem tratadas posteriormente em um diálogo posterior entre as duas partes. Em vez disso, as forças policiais colocaram bispos em prisão domiciliar, impuseram multas altíssimas aos fiéis, expulsaram párocos de igrejas, prenderam padres e seminaristas“, conclui o portal.

Rezemos pela Igreja perseguida na China e no mundo inteiro!

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