Na virada de 2025 para 2026, as areias de Copacabana se transformaram em palco de um espetáculo que uniu tecnologia de ponta, brasilidade e espiritualidade. O DJ Alok comandou um dos momentos mais memoráveis da festa com um show sincronizado entre música eletrônica, ritmos brasileiros e 1.250 drones que desenharam o céu do Rio com símbolos icônicos — incluindo o Cristo Redentor.
A apresentação, chamada de “rave Copa”, começou com batidas de funk, frevo e axé, numa celebração da identidade brasileira. Mas o ápice da noite veio quando o céu ganhou nova luz. Os drones, em perfeita harmonia com a música e os efeitos visuais do palco, formaram cenas da vida carioca, como “altinho na areia” e “bondinho do pão de açucar” — até que, pouco a pouco, tudo deu lugar ao que Alok havia prometido como símbolo central do espetáculo: a figura do Cristo Redentor se erguendo sobre o mar.
Milhões de pessoas assistiram em silêncio e admiração enquanto a imagem sagrada aparecia formada por centenas de luzes, abraçando a cidade nas primeiras horas do novo ano. Para muitos, foi um momento de emoção profunda. Mais que uma projeção, era um lembrete do amor de Deus que permanece mesmo em meio ao barulho das multidões e às luzes da modernidade.
“Quero começar o ano em estado de presença”, disse Alok ao Jornal O Globo.
“Não é superstição, é um ritual de consciência. De alinhar intenção e propósito.”
Durante a apresentação, os drones também formaram um coração gigante no céu, acompanhado de uma declaração de amor ao Rio de Janeiro — gesto que uniu arte, afeto e esperança. A engenharia do espetáculo envolveu semanas de preparação e execução milimétrica, com todos os movimentos das aeronaves monitorados em tempo real.
Apesar de toda a tecnologia, foi a imagem do Cristo que ficou marcada como o ponto mais alto da noite.
Um abraço luminoso pairando sobre o mar.
Uma presença visível no invisível.
Um convite à fé, mesmo no meio da festa.
A apresentação rapidamente viralizou nas redes sociais e entrou para a história como a maior performance aérea com drones já realizada em um Réveillon na América Latina.
Para os cristãos, o gesto ecoa como um anúncio silencioso:
Cristo continua entre nós — presente, acolhedor, vitorioso.
E talvez, não por acaso, no primeiro dia do ano, foi Ele quem apareceu primeiro no céu do Brasil.
